The Killers – “Day & Age” (2008)

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É… os caras do The Killers não vieram para brincar, não.

Em seu terceiro disco de músicas inéditas, eles provam que sabem se superar e entregam um material tão bom, mas tão bom que fica difícil não se viciar. Assim como a maioria das bandas nesse ano, o Killers também pegou o bonde para os anos 80 e trouxe de lá um monte de teclados e efeitos datados para suas novas composições, mas soube usá-los com esperteza e não caiu na armadilha do exagero. (Ouviu, Keane??)

O primeiro single – Human – já mostra essa atmosfera nova na qual a banda se encontra. Para trás ficaram as guitarras distorcidas, as sujeiras, os berros prolongados. Ouvindo “Human” pela primeira vez, a impressão que se tem é a de estar ouvindo a versão “dance” de uma música que você ainda não conhece.

E, se por um lado isso soa um pouco assustador, por outro lado também soa gratificante. A música é lindíssima, e sua melodia tem uma simplicidade tão rara e eficiente que o refrão vai ficar na sua cabeça depois de meia audição.

Ouvindo pela primeira vez, senti uma certa falta daqueles ataques de guitarras que são a marca registrada do Killers, mas depois eu entendi que eles não teriam o menor sentido aqui. E, assim, violões impecáveis dão o tom da viagem em “Joy Ride” e em “I Can´t Stay” – já uma das melhores músicas da história da banda. Linda, linda, linda.
Losing Touch abre o disco de maneira elegante e contida, e a épica “A Dustland Fairytale” tem tudo para virar um hino da banda nos shows. Outras pérolas são “Spaceman” – com sua pegada ultrapop –  e “The World We Live In”.

Dois anos depois do espetacular Sam´s Town, o Killers se reinventa e volta à cena com um som maduro, contemporâneo e totalmente à prova de rótulos.

É uma banda de respeito.

~ por felipecotta em Dezembro 8, 2008.

4 Respostas to “The Killers – “Day & Age” (2008)”

  1. À prova de rótulos, não. Afinal, o “bonde para os anos 80″ é um rótulo.
    Mas a diferença é que não importa. Se perguntarem sobre o Perfect Symmetry, você responde que é um disco “80’s”. Se perguntarem sobre Day and Age, você só responde que é um puta disco. Ele tem rótulos, mas o maior deles é o de ser um álbum fantástico. E olha que, provavelmente, nem é o melhor da banda. Agora é só eles não resolverem acabar do nada, e o mundo da música só tem a ganhar.

  2. O album eh sensacional. Concordo com o comentario acima que talvez nao seja o melhor da banda, provavelmente por uma ou duas musicas que deixam a desejar. E I Can´t Stay se junta ao hall das melhores musicas dos Killers de todos os tempos…

  3. E detalhe: as capas são sempre ótimas!
    Eu não ouvi ainda – desisti de baixar cds novos até chegar meu computador novo. =)
    Mas bom saber que o CD é bom, obrigada pela dica!

  4. Olá, aqui é o amigo do Reimão, tudo bem?

    Bom, então, com relação ao Day & Age. Foi o álbum que mais gostei do ano. Sim, apesar de ter sido um ano com umas coisas muito boas por aí, esse ficou sendo o meu preferido. Confesso que, no começo, meu único porém era a Goodnight, Travel Well, mas agora já estou bem familiarizado com ela e gosto muito. Hehe.
    E Spaceman é uma das coisas mais chicletes que já ouvi do The Killers. É a nova Bones. ;D

    Ótimo cd!

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